sexta-feira, 10 de agosto de 2007

olimpo (ou divino prazer)

Abaixo o amor
Desejo de Zeus
Morte à Afrodite
Adeus ao mito na terra do mito
Amor extinto, agora só instinto

Da àgua pro vinho
Na vinha de Bacco
Tudo é bacana, bacanal
Corpo sem alma
Noite de Carnaval

Physique perde a razão
Mas ainda há setas de Eros
Quase sempre são erros
Outrora de coração, agora por diversão
Um novo hobby de matar à flechadas

As ninfas tornam-se ninfo
Maníacas, doidas, varridas
Hades emerge ao trono
E deuses ardem felizes
Num paraíso de chamas, sem rumo, sem dono

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